democracia e dívida

Rigor Orçamental? Sim, claro. Mas não o deles!

In Noticias on 08/03/2014 at 11:22 am

O governo e o presidente da república vêm sistematicamente afirmar a necessidade de "rigor orçamental" (exemplo1, exemplo2). Mas será que algum português é contra esse "rigor orçamental"? Então porque é que afirmam isso? Importa desmascarar.
Ao fazerem esta afirmação presidente e governo estão em primeiro lugar, estão procurar afirmar-se como favoráveis ao dito "rigor". E depois, implicitamente, a tentar passar a ideia de que a) estão a aplicar esse dito "rigor", b) que quem é contra eles é contra esse "rigor", isto é, é a favor da falta de "rigor orçamental" e do despesismo e endividamento e c) que é importante manter estas políticas no futuro porque elas asseguram o "rigor orçamental".
Ora acontece que no Democracia e Dívida também somos a favor do "rigor orçamental", mas discordamos completamente do governo e do presidente nesta matéria. Como é possível? Simples.
No Democracia e Dívida defendemos contas públicas rigorosas e transparentes com saldos comerciais equilibrados, défices reduzidos e, claro, a redução do endividamento. Mas ao contrário do Governo, não defendemos que tudo isto seja conseguido através da austeridade, do pagamento aos credores estrangeiros de contratos que deviam ser anulados, da destruição dos serviços públicos, da manutenção da corrupção e falta de transparência das contas públicas e da repressão da população que protesta nas ruas. Defendemos sim uma investigação e fiscalização cidadã de toda a despesa pública presente e passada, o anulamento dos contratos e endividamentos ilegítimos, a transparência absoluta das contas públicas e o combate a todo o despesismo actual e passado, isto é, o combate às rendas, isenções e subsídios chorudos contratados com bancos e empresas, o combate à corrupção e à gestão danosa do bens públicos e privados, o fim do salvamento e enriquecimento de bancos e banqueiros responsáveis pela crise, o combate à precariedade que assegura lucros milionários de grandes empresas e a redução da despesa no estado, a responsabilização efectiva dos políticos pelos seus actos e a melhoria da Democracia através da auto-organização e participação cidadã. Numa palavra, defendemos a alteração de toda a matriz de comportamento político que tem caracterizado Portugal até aqui.
Dito isto, defendemos o rigor? sim, claro! Mas não o deles, que procura manter os interesses instalados à custa de austeridade, roubo e repressão descarada das populações.

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