democracia e dívida

Portugal intervencionado pela Troika: o que fazer?

In Noticias on 13/06/2013 at 9:48 pm

Imaginem um país europeu com 1 governo para 10 milhões de habitantes, em que todos os dias, várias vezes ao dia, às vezes várias vezes por hora, saem novas notícias de cortes e recortes, privatizações e despedimentos, em múltiplas áreas e múltiplas frentes. Imaginem que nesse país o Governo e boa parte da oposição, papagueavam discursos moralistas a mando (ou por pura simpatia, ou por pura irresponsabilidade) de interesses de grandes empresas, bancos e sociedades financeiras que se perpetuavam nos lucros enquanto a população definhava e o país se destruía. Imaginem que nesse país os sindicatos tinham pouca penetração e pouco faziam, e que boa parte da malta nova, formada com os fundos públicos, emigrava. E que dos que sobravam: uns iam para a praia, a maioria ficava aterrorizada em casa, e alguns (muito poucos) resistiam, preocupados e sem mãos a medir para comentar, sensibilizar e alertar o resto da população para as desgraça que aconteciam e precisavam ser evitadas. Imaginem que tudo isto se passava, dia após dia, hora após hora, ao longo de mais de 2 anos.

Esse país é Portugal intervencionado pela Troika. Juntos podemos? sim, juntos podemos! É possível alterar este estado de coisas? sim, é possível alterar este estado de coisas! Mas temos de ser mais, mais activos, mais participantes, mais determinados, mais organizados. Existe uma narrativa para a resistência? sim existe. E é possível encontrar esperança nela? sim, é possível, mas temos de escrever nós próprios essa narrativa, com o nosso empenho, com a nossa cultura, com os nossos desejos e angustias, e sobretudo com a nossa determinação.

Se queremos mudar os governantes ou as oposições, se queremos dignidade, soberania e respeito, se queremos ver os culpados desta crise na cadeia ou simplesmente queremos que os sacrifícios sejam efectivamente distribuídos, se queremos DEMOCRACIA e temos um mínimo desejo de um mundo minimamente decente para as nossas crianças e os nossos mais velhos, temos de nos comprometer. Não há volta a dar a esse comprometimento. Emigração e Europa só mesmo enquanto a Alemanha e os países do Norte necessitarem. Será mesmo necessário chegar ao fim da linha para reparar?

Juntos podemos! Ser empreendedor hoje é lutar.

nota: Existem n movimentos sociais. No Democracia e Dívida procuramos sensibilizar e motivar as pessoas para as questões da dívida e da falta de democracia que a gera. Defendemos a suspensão imediata da divida até que seja realizada uma auditoria cidadã que permita a anulação das dívidas ilegítimas que contraíram por nós e a retirada de funções públicas e privadas dos culpados dessas dívidas e desses abusos. Mas, outros movimentos existem que fazem outras coisas, em diferentes esferas de acção. Todos eles precisam da tua ajuda. Escolhe a tua forma de intervenção, organiza-te com amigos num novo movimento ou contacta quem já está organizado. Empenha-te e participa. Se escolheste este país como teu, não deixes que to destruam.

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